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SANTUARIO NOSSA SENHORA APARECIDA DO VAGÃO QUEIMADO

SANTUÁRIO DIOCESANO NOSSA SENHORA APARECIDA DO VAGÃO QUEIMADO

Trinta e um de julho de 1954. Nessa data, na Vila Moraes, uma explosão seguida por um incêndio de grandes proporções abalou Ourinhos. Naquele dia, a composição de um trem, formada por vagões de passageiros, carga e tanques de combustível, percorria a Estrada de Ferro Sorocabana, quando colidiu com um caminhão tanque que transportava gasolina e óleo diesel.

Vagões explodiram devido à colisão. O incidente provocou pânico em toda a cidade, principalmente entre os moradores nas proximidades, que contava com grandes tanques de combustível. O fogo poderia atingir os reservatórios e causar uma catástrofe.

O corpo de Bombeiros de São Paulo, chegou a Ourinhos em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), para auxiliar no combate às chamas. Três pessoas morreram no acidente: Palmiro Túlio, motorista do caminhão; José Stefani, maquinista e Virgilio Pinto Amaral, foguista.

A situação aparentemente incontrolável anunciava uma possível tragédia. Mas, de repente, um forte vento soprou sobre o município e direcionou as chamas para longe da área de risco. Após sete horas, o perigo chegou ao fim.

Ao iniciar o trabalho de rescaldo e a busca por vítimas, os bombeiros encontraram em um dos vagões queimados e retorcidos, uma caixa intacta. Nela estava, envolta em um lenço de seda, uma pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida.

A veneração à Santa foi imediata. Os bombeiros quiseram levar o objeto de devoção para a Capital Paulista, porém foram impedidos pelo delegado da época e, então, entregaram-na ao então prefeito Domingos Camerlingo Caló.

Depois do acidente, a Santa foi levada à Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos, onde permaneceu por dias, até ser levada a um dos altares laterais da Matriz do Senhor Bom Jesus. No entanto, no final dos anos 1960, a imagem desapareceu e a história do acidente foi esquecida.

Desaparecimento e encontro

O desaparecimento de Nossa Senhora Aparecida do Vagão Queimado só foi notado em 1973, quando o então monsenhor Violante, motivado por leigos, liderou uma campanha para encontrar a Santa.

Conta a história, que Irene Nicolau, foi chamada, junto com uma amiga, pelo padre Beltrami até uma sala repleta de imagens, na igreja do Senhor Bom Jesus e, para agradecer a elas pelas doações que recebera para a sua paróquia, pediu para que cada uma escolhesse um Santo como presente.

Irene teria optado pela Virgem Aparecida, sem saber que era a mesma encontrada no vagão queimado anos antes. A mulher levou a Santa para sua casa, em Ipaussu (SP), até que em 06 de agosto de 1974, a imagem retornou ao Santuário, cuja inauguração aconteceu no dia 15 de outubro de 1979.

A poucos metros do Santuário Diocesano de Nossa Senhora Aparecida do Vagão Queimado, que recebe centenas de fiéis, foi erguido um obelisco em homenagem à santa. Anualmente, entre os dias 22 e 31 de julho, a comunidade prepara uma programação especial em honra a Nossa Senhora.

Autora: Carla Caroline

Onde? Avenida Gastão Vidigal, 385 – Jardim Matilde

Contato? 14 3326. 8890